IML: A realidade que Estreito e região vivem esquecidas pelo governo Estadual

IML: A realidade que Estreito e região vivem esquecidas pelo governo Estadual

A instalação de uma sede do IML na região terminaria com o sofrimento de muitas pessoas 605 Views Comentar

Cenas como esta ocorrida nesta ultima semana no Rio de Janeiro chocam toda a sociedade, corpos jogados na praia, fruto de uma fatalidade onde ciclistas morreram vitimas do descaso das autoridades em um desabamento de ciclovia. Mas falamos aqui não do acidente em si ou da obra, mas sim da cena em que pessoas jogam bola em meio aos corpos que aguardam o Instituto Médico Legal, o conhecido rabecão. Essa imagem rodou o mundo e gerou muita polêmica, afinal o artigo V da Constituição Federal de 1988, versa sobre a dignidade e direitos humanos, convenhamos que fica nítido o desrespeito por parte do estado para com o cidadão neste caso, corpos tratados como plantas, como se nem estivessem ali. Os corpos ficaram na praia expostos por mais de duas horas, tempo em que o rabecão era acionado e se deslocava, é bom lembrar que no dia dois dos quatro carros que realizam a retirada dos corpos naquela região estavam quebrados e isso contribuiu para a demora. Agora imaginemos, não basta a dor da perda para a família, ela ainda tem que conviver com fotos desse tipo, situações constrangedoras e traumáticas que tornam o sofrimento muito maior.

Estreito e cidades vizinhas são um belo exemplo do descaso do Governo do Estado em relação a Instituto Médico Legal, casos onde corpos ficaram expostos por mais de seis horas já foram registrados, isso sem falar em casos onde ambulâncias e até bombeiros acabam removendo por conta própria os cadáveres, tudo motivado pela falta de estrutura do IML na região.

A sede do IML mais próxima de Estreito fica em Imperatriz e a segunda mais próxima em Balsas, imagine um veiculo que não passa dos 80 KM/H viajando 120 KM entre Imperatriz e Estreito, mas se fosse a demora pela viagem a coisa ainda tava boa, o problema é que o rabecão vive quebrado e Imperatriz fica rotineiramente com apenas um veiculo para remoção de corpos, isso significa que haverá uma demora maior, caso um acidente com vitima fatal por exemplo seja registrado dentro da cidade de Imperatriz, o atendimento será feito primeiro dentro da cidade para que depois este se desloque para outras cidades.

Recentemente em Estreito um acidente de transito com vitima fatal causou indignação na população local, o corpo de um motociclista vitima de uma colisão permaneceu a manha toda em meio ao asfalto aguardando a remoção que só ocorreu por volta das 13:00 horas, foram mais de 5 horas de espera, dor e sofrimento para a família. Não basta o sofrimento pela perda do ente querido, ainda as pessoas acabam sendo submetidas a situação degradante e humilhante em ter de esperar o rabecão.

A política:

O Governador Flavio Dino teve uma votação expressiva em Estreito, logo ele deveria dispensar uma atenção maior a cidade, na pratica Dino esqueceu o município e sequer da importancia para uma região composta de rodovias Federais e Estaduais, onde existem um alto numero de acidentes, logo, um grande número de vitimas e até agora o IML permanece em Imperatriz. Estreito, Porto Franco, Carolina, cresceram e não são mais pequenas cidades onde homicídios e acidentes raramente são registrados, porque então não instalar o IML na região Sul do Estado onde varias cidades seriam atendidas. Os políticos parecem não enxergar, problemas sociológicos acabam enfraquecendo o Governador que esqueceu o Sul do Estado. Um tema da mais alta relevância com este não pode ser tratado como "despesa" por alguém que se diga representante do povo Brasileiro.

Enquanto os políticos não fazem nada a população continuará a depender do IML de Imperatriz para a remoção de corpos, o sofrimento vai continuar, mas quem sabe quando um filho de bacana morrer e ficar jogado em meio ao asfalto ai sim algo será feito, a impressão que temos é que o pobre só tem importancia na hora do voto, depois acaba esquecido durante quatro anos.

Senhores Deputados Estaduais tem coisa mais importante que futebol, festas e asfalto,  a vida é bem mais importante que isso, sendo que a morte é uma etapa dela. Quem poderá nos salvar? Quem poderá ajudar a população de Estreito e região?

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