Operação Reis do Gado

Operação Reis do Gado

Marcelo Miranda presta depoimento à PF em Palmas-TO

A Polícia Federal deflagra a operação Reis do Gado nos Estados do  Tocantins, Distrito Federal, Goiás, Pará e São Paulo onde são cumpridos mandados de prisão.

Entre os envolvidos estão o governador Tocantinense, Marcelo Miranda, o ex-governador do estado Siqueira Campos e o secretário de infraestrutura Sérgio Leão.

Segundo a Polícia Federal o esquema consiste em fraude em licitações e lavagem de dinheiro. O esquema envolvia empresas de familiares e pessoas de confiança do governador e aconteceu entre 2005 e 2012.

Ainda segundo a PF até o momento, foram identificados que cerca de R$ 200 milhões foram lavados.

A polícia informou que em um dos casos foi identificada um contrato de compra de gado cujo volume não caberia na propriedade onde deveria estar o rebanho. Essa técnica foi apelidada pelos investigadores como “Gados de Papel”.

Segundo a polícia, em outro caso, "um contrato de prestação de serviços entre o governo e uma empresa de transportes aéreos alcançou valores tão exorbitantes que, sendo dimensionadas em horas de voo, obrigariam os aviões a serem abastecidos no ar para que se pudesse suprir o valor integral do contrato".

Segundo a Secretaria de Comunicação do Estado, o governador Marcelo Miranda determinou livre acesso às dependências da sua casa e do Palácio Araguaia. "Até o momento, tanto a Procuradoria Geral do Estado (PGE), quanto o escritório de advocacia, que representa Marcelo Miranda, não tiveram acesso à decisão da Justiça", diz nota enviada.

A assessoria de comunicação de Siqueira disse que ele prestou depoimento nesse processo, no entanto, foi como testemunha e não como investigado. "O ex-governador Siqueira Campos não é investigado na operação Reis do Gado e reitera prosseguir à disposição da Justiça e da Polícia Federal para prestar qualquer esclarecimento sempre que for solicitado."

Ao todo estão sendo cumpridos 108 mandados em Palmas e outras cidades. São oito mandados de prisão temporária, 24 de condução coercitiva e 76 de busca e apreensão nas cidades de Palmas e Araguaína (TO), Goiânia (GO), Brasília (DF), Caraguatatuba (SP), e nos municípios de Canãa dos Carajás, Redenção, Santa Maria, São Felix do Xingu, no Pará. Segundo a PF, os mandados foram expedidos pelo STJ.

Seis dos oito mandados de prisão temporária já foram cumpridos. A PF não divulgou os nomes de todos os presos, mas confirmou que o irmão do governador, José Edimar de Brito Miranda Júnior, está entre os detidos.

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