TOCANTINÓPOLIS-TO: Audiência Pública discute criação da Universidade Federal do Norte do Tocantins

TOCANTINÓPOLIS-TO: Audiência Pública discute criação da Universidade Federal do Norte do Tocantins

Acadêmicos, professores, técnicos administrativos, representantes públicos e comunidade civil organizada, estiveram reunidos em Audiência Pública realizada na noite da última sexta-feira (28), no auditório do Câmpus Universitário da UFT de Tocantinópolis, para discutir com a deputada federal e relatora do Projeto de Lei nº 5.274/16, Josi Nunes (PMDB), os benefícios e o trâmite do processo de criação da Universidade Federal do Norte do Tocantins.

A audiência teve por objetivo, debater o PL 5.274/16 que cria a UFNT, por desmembramento de campus da Universidade Federal do Tocantins, bem como divulgar e defender publicamente a Universidade Federal do Norte do Tocantins junto à comunidade tocantinopolina e região, com afinco de criar discussões/sugestões contributivas para o relatório final da relatora do PL na Comissão de Educação.

Agilidade

Agilidade e continuação do texto original do projeto de criação da nova universidade federal no Estado, foi pedido unânime de todos os presentes na audiência. Vale destacar que, o projeto já teve aprovação na Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público, e está em tramitação na de Educação, no entanto, ainda falta passar pelas Comissões de Constituição e Justiça, e Tributação e Finanças. Após passar por todas essas comissões, é que o PL seguirá para sanção do presidente da república.

A deputada Josi Nunes garantiu que vai apresentar seu relatório na Comissão o mais rápido possível. “Vamos trabalhar para pautar a matéria o mais rápido possível para que a gente possa analisá-la na Comissão de Educação, para que assim possa passar nas demais outras comissões”, disse. A parlamentar afirmou ainda que obteve o compromisso dos presidentes das comissões seguintes, de que também vão agilizar a matéria na Câmara Federal.

A diretora do Campus da UFT de Tocantinópolis, Profª. Drª. Francisca Rodrigues disse que todo o esforço pela criação da UFNT é devido a imensa necessidade da população que compreende as cidades de Tocantinópolis e Araguaína, em cursar um curso superior.

“Mesmo as instituições federais existentes na região oferecendo cursos, podemos verificar a quantidade de pessoas que ainda ficam de fora da oportunidade de cursar um ensino superior público e de qualidade. Sabemos que existem outros campus que oferecem cursos superiores na região, mas não é de universidade federal, e nem com as exigências e a qualidade necessária para formarmos profissionais e disseminarmos conhecimento necessário para o desenvolvimento da nossa região”, ressaltou.

O secretário de Administração, Finanças e Meio Ambiente, Delvani Souza, que no ato representou o prefeito, Paulo Gomes, relembrou a militância dos universitários de Tocantinópolis na busca de direitos não só para a classe acadêmica, mas para toda a comunidade.

“No início da década passada essa mesma luta fora travada com o objetivo de criar a UFT. Foi uma luta árdua em todo o Estado e graças a todo esse esforço a UFT foi criada, e hoje, quase 20 anos depois, estamos aqui novamente com o objetivo de criar a UFNT, compreendendo essa região que sempre foi abandonada e deixada de lado desde tempos remotos. Sabemos que o sucesso da criação da UFNT são inúmeros benefícios não só para a região do Bico do Papagaio, mas para os Estados vizinhos, no qual compreende mais de 60 municípios da região, e no que depender da Prefeitura, estaremos prontos a apoiar e ajudar para que esse projeto venha a ser concretizado, destacou.

UNFT pode ser barrada

Um dos pontos mais discutidos e rejeitado durante a audiência foi a emenda apresentada pela deputada federal Professora Dorinha Seabra (DEM), para a inclusão de outras quatro cidades no projeto que cria a UFNT. São elas: Xambioá, Colinas, Filadélfia e Guaraí.

Vale lembrar que, no início, a parlamentar foi contra o projeto de criação da UNFT, e agora justifica a proposta de emenda afirmando que a implantação dos campi também nos novos municípios “promoverá o acesso da população ao ensino superior, especialmente, os estudantes de baixa renda, o que contribuirá para inclusão social e democratização do ensino”, disse Dorinha.

Na proposta inicial, a UFNT seria criada apenas com o desmembramento dos Câmpus da UFT de Tocantinópolis e Araguaína, por já possuírem prédios e corpo administrativo prontos, ao contrário das outras cidades incluídas na emenda que necessitaria de novos funcionários e novas construções prediais. Com a inclusão dessas cidades, o projeto de criação da UFNT ficaria inviável, pois seria necessários novos estudos socioeconômicos, bem como acresceria no aumento de subsídios, não registrados no projeto, para a instalação dos outros campi.

Por este motivo, a maioria dos presentes na audiência foram contra a inclusão dos outros campi no relatório de Josi Nunes, na Comissão de Educação. O argumento é que a proposta de criação da UNFT possa ser barrada na Comissão de Finanças e Tributação por causa do orçamento, no qual aumentaria consideravelmente, e inviabilizando o projeto da nova universidade.

A relatora do projeto garantiu que irá acolher a opinião da maioria do Campus de Tocantinópolis, e também de Araguaína para apresentar seu relatório final referente ao PL nº 5.274/16, que cria a Universidade Federal do Norte do Tocantins.

Ascom Prefeitura Tocantinópolis

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